A conta de energia elétrica é, na maioria das vezes, uma preocupação para grande parte dos brasileiros. Isso por causa dos inúmeros reajustes, muitas vezes imprevisíveis, e das bandeiras tarifárias, que no mês de novembro, por exemplo, passou para vermelha – patamar 2, com custo de R$ 5,00 a cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos.

Cansado dessas incertezas, Pedro Mouta, paulista e engenheiro, que mora com esposa e dois filhos na zona centro-sul de Manaus, resolveu pesquisar soluções que diminuíssem os gastos com a energia elétrica. O processo, desde o início de suas pesquisas até decidir pela energia solar fotovoltaica, durou cerca de 3 meses, e no mês de fevereiro de 2015, Pedro foi pioneiro no Amazonas ao instalar um sistema em sua residência com 42 painéis fotovoltaicos de 310 Wp (Watt-pico) cada, que geram aproximadamente 18.000 Kwh por ano.

O proprietário que tinha um consumo médio de 1.600 Kwh/mês e um custo mensal de mais ou menos R$ 1.300,00, em apenas dezoito meses de uso, desembolsa apenas o valor referente a tarifa mínima (100 Kwh/mês para ligação trifásica) obrigatória da concessionária, mais o ICMS sobre a energia gerada pelo consumidor e injetada na rede da Concessionária (que até o momento ainda é cobrado no estado do Amazonas), de cerca de R$ 300,00 (não fosse o ICMS indevidamente cobrado, a conta seria de R$ 80,00), gerando uma economia de R$1.000,00/mês.

No período que a energia gerada pelo sistema é superior ao que a família consumiu, o excedente gera créditos na fatura, que podem ser utilizados no prazo de até 60 meses. “Estou muito satisfeito com minha decisão, 90% da minha motivação era a questão do custo e em pouco tempo eu já consegui o resultado que desejava”, ressalta Pedro.

“Em apenas um mês de uso, o proprietário já teve uma redução de quase 97% no valor da conta de energia elétrica.”

A partir das pesquisas e experiências obtidas com a instalação do seu próprio sistema de geração de energia solar, Pedro Mouta decidiu criar a InfinitySun Energia Solar, empresa responsável pela instalação de diversos outros sistemas na cidade de Manaus. “O interesse do consumidor pela geração solar tem crescido e quem mais tem instalado são os proprietários de residências, já satisfeitos com a redução do valor da conta de energia. Por causa da maior disponibilidade de linhas de crédito para financiamento, o sistema é ainda muito mais vantajoso para comércio e indústria, fato desconhecido pela grande maioria do seguimento”, afirma Mouta.

A única dificuldade no processo, segundo Mouta, foi a demora na aprovação do projeto pela rede distribuidora. “As concessionárias ainda não estão preparadas para atender com rapidez quem quer produzir a própria energia”. De acordo com ele, às vezes, o tempo que levam para concluir a instalação numa residência, dependendo do tamanho, é de menos de uma semana, mas os entraves burocráticos nos processos de aprovação podem atrasar o início do funcionamento do sistema.

Mesmo que no início a maior motivação tenha sido a redução de custos com energia elétrica, Mouta se considera mais consciente dos outros benefícios de se optar pela energia solar fotovoltaica, como a contribuição na preservação do meio ambiente. Ou seja, com a aplicação de um sistema de geração de energia solar é possível conciliar ganhos financeiros e sustentáveis, além de ser um excelente investimento financeiro e valorização do imóvel.

O investimento para a instalação do sistema foi em torno de R$ 100.000,00 na ocasião (2014). Atualmente os custos dos equipamentos, principalmente das placas solares, caíram cerca de 15% e a estimativa de retorno do investimento é de no máximo 5 anos, podendo ser ainda menor se o cenário atual de bandeira vermelha se mantiver ao longo dos próximos anos e se o Governo do Estado do Amazonas aderir a isenção do ICMS (25%) da energia gerada e injetada na rede, conforme outros 22 estados da Federação brasileira já aderiram.