O preço do petróleo chegou ao valor máximo nos últimos anos, a consultoria da Carbon Tracker calcula que a energia de combustíveis fósseis no mundo vai atingir seu ápice até 2023, mas que as energias renováveis começarão a ganhar cada vez mais espaços.

Essa fase de transição acontece devido a demanda de eficiência energética, já que a aquisição de energia renováveis competitivas nos últimos anos tem barateado em relação às fontes de combustíveis fósseis.

A partir de 2030 o cenário esta previsto com mudança, as fontes renováveis vão superar as fósseis, a mudança passaria a ser rápida, até 2050 existe a expectativa de que mais de 50% da demanda global passaria a ser atendida por fontes renováveis.

O problema das fontes renováveis é que são intermitentes, ou seja, dependem da disponibilidade do sol e dos ventos, que não são constantes.

De acordo com Kingsmill Bond, analista da Carbon Tracker, enfatiza que existe uma tolerância mínima a essa intermitência, é possível chegar até 20% da matriz elétrica com fontes intermitentes sem que haja problema, no entanto esse movimento varia dependendo do contexto regional.

No Brasil, existe um grande risco de que a transição provoque o efeito reverso, poderá haver um aumento dos combustíveis fósseis e não sua queda destaca Claudio Sales, Presidente do Instituto Acende Brasil.

O País parou de investir em grandes hidrelétricas e passou a priorizar outras fontes de energia como a eólica e solar, além disso, o país esta colocando usinas térmicas movidas a gás natural para suprir a demanda da matriz energética do país.

O Brasil ainda tem 150 MW de potencial para novas usinas hidrelétricas desse tipo, onde mais de 60 MW estão em reservas indígenas, e outras regiões que poderiam ser investidas. A transição para as fontes renováveis também deverá trazer um risco sistêmico ao setor de óleo e gás no longo prazo, que atualmente detém ativos que somam US$ 25 trilhões.

No último ano muitas empresas petroleiras têm investido em fontes renováveis, como a Shell, Statoil e a Total. Algumas empresas do Brasil já anunciaram interesse em investir no segmento no Brasil, que possui um potencial eólico e solar grande.

O Objetivo é poder dobrar a participação da energia eólica e solar na matriz energética do Brasil para 18 % de crescimento até 2026, segundo EPE (Empresa de Pesquisa Energética).