O investimento em energia solar cresceu 18% ano passado, quando comparado ao ano anterior, de acordo com as Nações Unidas(ONU) foram mais de US$ 160,8 bilhões de recursos no relatório de Abril. O Brasil têm um incidência solar de 5,4 KWh/m², ou seja, maior que países como China, Alemanhã e Estados Unidos. No Amazonas a incidência solar de média de 5 KWh/m², algumas regiões do Nordeste a incidência solar pode chegar a 6.5KWh/m².

Quando falamos de capacidade instalada de geração fotovoltaica, o Brasil tem apenas 1 gigawatts, enquanto a China têm 130 gigawatts. Em 2016 o número de microgeradores de energia solar cresceu 407% em relação ao ano anterior, sendo que 80% das instalações foram residenciais.

Em 2023 a ANEEL estima que serão 886,7 mil unidades consumidoras que receberão créditos de energia, totalizando uma potência instalada de 3,2 GW. Esse crescimento da energia fotovoltaica acontece principalmente pelo barateamento dos painéis solares.

Marco Aurélio Gianesini, gerente do Departamento de Engenharia e Planejamento do Sistema Elétrico, é reduzir o consumo de energia elétrica dos consumidores, ampliar a utilização de energia renovável e criar expertise em um novo mercado que está se fortalecendo.

“Para a distribuidora, precisávamos aprender um pouco da tecnologia, do ponto de vista operacional, dialogar com nossos valores de sustentabilidade e da oportunidade de criação de novos negócios. Esse mercado vai crescer muito nos próximos 10 e 15 anos, e temos interesse em conhecer a fundo”, relata.

Com o subsídio, os preços do sistema, que geralmente giram em torno de R$ 20 mil, caíram para R$ 6,68 mil para cada consumidor. O investimento total chegou a R$ 17 milhões – R$ 11,3 milhões provenientes do Programa de Eficiência Energética da ANEEL/Celesc. As instalações começaram em abril de 2017 e foram finalizadas oito meses depois, sendo constantemente monitoradas pela Celesc e pela empresa contratada para o projeto, a Engie.

“Quando fazemos um cálculo rápido de viabilidade para o consumidor que pagou esse sistema, a quantia de energia que vai gerar de crédito na conta de luz, ou seja, significa a redução da fatura, o investimento é compensado em três anos e o equipamento tem vida útil de 25 anos: ou seja, por 22 anos, eles apenas usufrui dos benefícios”, exemplifica.

Sol gerando energia em moradias populares

Dentro do Comitê de Inovação e Sustentabilidade da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo) também surgiu a discussão de usar o sol como fonte energética. Como o foco da empresa é a construção de moradias de interesse social, atendendo famílias com renda entre um e três salários mínimos, a grande vantagem do projeto, é justamente o impacto na conta de energia dos mutuários, como relata o superintendente de Orçamento, Programação e Controle da organização, Silvio Vasconcellos.

“Isso tem impacto direto no que chamamos de ‘custo de morar’. Temos que ter uma casa que não dê custos altos de manutenção e que seja sustentável, com esquemas de gastar pouca água, com uso racional de energia. Os resultados de pilotos são extremamente satisfatórios. O que tem acontecido é que o consumo tem se mantido nos padrões anteriores, e isso significa redução nas contas”, explica.

Vasconcellos acredita que instalar um equipamento de tecnologia de ponta em camadas de baixa renda aumenta a capacidade de difundir a informação e também de acelerar a queda de preços. O diagnóstico do especialista é que, apesar da disponibilidade da tecnologia, ela estava concentrada nos nichos comerciais, industriais e também nas habitações de padrão elevado, concentrada nas classes mais privilegiadas. “É uma introdução de tecnologia de baixo pra cima e com certeza vai causar uma popularização no mercado”, relata.

O executivo acredita que a instalação de painéis em construções de classe média é uma “questão de tempo” por conta dos benefícios, ainda mais com a perspectiva de queda de preço. Além disso, com a popularização desses novos sistemas, novos empregos serão gerados, cada vez mais especializados em uma energia limpa e renovável.