International Energy Agency IEA (Agência Internacional de Energia, EUA) divulgou nesta semana um relatório que mostra o ritmo de crescimento de diferentes fontes de energia ao redor do mundo.

A novidade é que fontes renováveis de energia, especialmente a energia solar, estão crescendo mais rapidamente do que combustíveis não-renováveis.

Em 2016, de todo o volume de energia extra gerado no planeta, placas fotovoltaicas de captação de energia solar foram responsáveis por 74 gigawatts de potência a mais no mundo inteiro, um crescimento de 50% em comparação com o ano anterior. Mais da metade de toda essa expansão foi registrada somente na China.

Ao todo, fontes renováveis, incluindo solar, eólica e hidrelétrica, geraram mais de 164 gigawatts em 2016 em adição à rede elétrica global. Carvão e gás natural geraram, juntos, 84 gigawatts a mais. Foi a primeira vez que a energia solar, que liderou o crescimento, gerou mais energia adicional do que combustíveis fósseis em um ano.

A International Energy Agency também tem dados sobre o Brasil. Entre 2011 e 2016, a capacidade de geração de energia renovável no nosso país cresceu em 32 gigawatts. A expectativa é de que, a partir de 2017 e até 2022, esse número chegue a 21 gigawatts. Entretanto, os países que vão liderar a expansão desse setor nos próximos cinco anos serão China, Índia e EUA, segundo a organização.

Combustíveis não renováveis

Petróleo, gás natural, carvão mineral, xisto…, são exemplos de combustíveis não renováveis. Estes produtos são combustíveis fósseis, ou seja: são o resultado da decomposição de grandes quantidades de restos animais e florestas que existiram a milhões de anos, no passado.

O tempo, a pressão e temperaturas altíssimas fizeram com que estes materiais se transformassem em combustíveis fósseis. Os combustíveis não renováveis são finitos, ou seja, uma vez consumido não há reposição ou renovação.