O reajuste nas contas de energia para o estado do Amazonas entra em vigor a partir do dia 1º de Novembro e atingirá aproximadamente um milhão de clientes da Distribuidora Amazonas Energia. No caso das residências sofrerão o maior impacto: 16,78% a mais na conta de energia no final do mês.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou em 30/10/2018, em reunião pública, o reajuste nas tarifas da Amazonas Distribuidora de Energia. A empresa atende quase 1 milhão de unidades consumidoras que utilizam da rede de energia da Distribuidora no Estado do Amazonas. O reajuste estará valendo a partir de 01/11/2018 e a média de aumento será de 14,89%.

Para consumidores residenciais, que consomem energia na rede de baixa tensão, o aumento será de 16,78%. No caso dos clientes comerciais/industriais, que usam redes de alta tensão, o aumento médio será de 11,78%.

Para justificar o reajuste, conforme estabelecido no contrato de concessão, a ANEEL considerou os impactos nos custos referentes à prestação do serviço. Com relação á Amazonas Energia, o que mais contribuiu para o reajuste foram os gastos com compra de energia. Um dos fatores foi o aumento do preço médio de energia no Ambiente de Contratação Regulada (ACR Médio) que define o preço da aquisição de energia elétrica nos sistemas conhecidos como Isolados. A Distribuidora AmE tem seus custos de compra de energia com a parte do estado interligada (Linhão Tucuruí – SIN) e com a parte isolada (Termelétricas). Os custos com o risco hidrológico também impactaram o reajuste.

Em razão de um liminar judicial, as bandeiras tarifárias não são aplicadas na área de concessão da AmE. Assim os seus consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional não percebem as variações de redução/aumento do impacto do custo de energia proporcionado pelo acionamento mensal das bandeiras tarifárias (verde,amarela, vermelha,…). Caso as bandeiras tivessem sido aplicadas nos meses de agosto de 2017 a julho de 2018, a distribuidora arrecadaria cerca de R$ 100 milhões e o potencial de redução no processo tarifário seria de 3,65%.

O efeito médio da alta tensão refere-se às classes:

A1 (a partir de 230 kV)

A2 (de 88 a 138 kV)

A3 (69 kV)

A4 (de 2,3 a 25 kV).

Para a baixa tensão, a média engloba as classes:

B1 (Residencial e subclasse residencial baixa renda);

B2 (Rural: subclasses, como agropecuária, cooperativa de eletrificação rural, indústria rural, serviço público de irrigação rural);

B3 (Industrial, comercial, serviços e outras atividades, poder público, serviço público e consumo próprio); e B4 (Iluminação pública).

 

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