Manaus – A população do Amazonas paga a tarifa de energia elétrica mais cara do país. O quilowatt hora (kwh) é de R$ 1,07, quando a média nacional é de R$ 0,87. Os números podem ser conferidos no portal da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O Amazonas produz sua própria energia elétrica com a hidrelétrica de Balbina, em Presidente Figueiredo, apesar disso, é insuficiente para atender as demandas de Manaus, sendo necessário comprar energia de outros fornecedores, o que encarece a tarifa de energia no Estado.

Cada uma das cinco unidades geradoras de Balbina tem capacidade de geração de até 50 megawtts (MW) de energia elétrica. A construção da hidrelétrica formou um lago de 2.360 quilômetros quadrados. Com uma área semelhante, a hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, produz cerca de 8.370 MW de energia. Apesar disso, o Estado do Pará aparece em segundo lugar no ranking das tarifas energéticas mais caras, com R$ 1,02 kWh e em terceiro aparece o Rio de Janeiro onde a tarifa é de R$1,00 kWh.

De acordo com dados do Instituto Socioambiental (ISA), em torno de dois milhões de pessoas na Amazônia não têm acesso constante à eletricidade. Por outro lado, existem estados onde a tarifa de energia elétrica é considerada barata, como é o caso do Rio Grande do Norte com o kwh sendo cobrado a R$ 0,73, no Ceará a tarifa é de R$ 0,75 kWh e em Macapá R$ 0,78. O CEO da Ledax Energy Solutions, Rodrigo Travi, explicou que o valor da tarifa é resultado do balanço entre preço e custo de geração de energia.

Preço depende de oferta, demanda, consumo, competitividade de mercado,enqunanto os Custos dependem dos insumos e tecnologias utilizados, volume de produção, custo de mão de obra, do combustível gerador, do capital e valor dos impostos, por exemplo. Segundo Rodrigo Travi, é sempre recomendado que a população coloque em prática o consumo consciente de energia.

Travi recomenda a utilização de produtos com selo de eficiência energética, diminuindo o tempo de consumo e evitando o uso do modo de espera de aparelhos eletrônicos.

Para as empresas, além dessas práticas de consumo consciente, seria indicado soluções que são comprovadamente eficientes em diminuição de custo na conta de energia elétrica. De acordo com Rodrigo Travi, é recomendado que as empresas façam manutenção períodica do sistema de energia, promovendo a troca de suas lâmpadas comuns e luminárias por outras de LED e produzir sua própria energia, através de geração distribuída, por exemplo.

O LED é um semicondutor que consegue converter energia elétrica em luz sem muitas perdas térmicas e, consequentemente, trazer mais economia para a conta de luz. Além do fator economia de energia, lâmpadas e luminárias LED também são muito mais duradouras, chegando a uma vida útil de, em média, 50 mil horas de uso, diminuindo também o custo com trocas.

Economia

Outros tipos de lâmpada possuem durabilidade inferior a 8 mil horas. As lâmpadas em LED proporcionam até 80% de economia de energia em comparação com outros tipos de lâmpada, demandam menos manutenção, têm maior durabilidade e eficiência de iluminação. A iluminação, contudo, representa apenas cerca de 20% do consumo de energia de uma empresa. A geração distribuída é uma forma de ampliar a atuação da Ledax. “Muitos dos nossos clientes entendem o valor dessas soluções mais eficientes e customizadas. Eles começaram a nos procurar também para fornecer energia solar”, disse o CEO da Ledax.

Segundo dados da Aneel, o Brasil conta com 716 MW de geração distribuída, sendo 605 MW exclusivos da fonte solar. O mercado de energia solar no Brasil deve movimentar R$ 5,2 bilhões em 2019, segundo projeções conservadoras da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

A associação projeta um incremento de 628,5 MW em geração distribuída e 380 MW em usinas de grande porte. Nesse momento, a Aneel discute com o mercado a revisão das regras. A proposta para cobrança pelo uso do fio é a que mais preocupa os agentes, devido ao seu potencial efeito sobre a atratividade e competitividade dos sistemas fotovoltaicos.